O nível dos estoques no país está mais baixo do que no período crítico da pandemia. Com a reabertura, o número de doadores subiu bem menos que o de cirurgias eletivas agendadas.
Os hemocentros brasileiros precisam de ajuda: os estoques de sangue estão baixos.
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Os componentes de uma bolsa de sangue servem para quem está no centro cirúrgico, hemofílicos, pacientes com câncer e transplantados. Mas, nos hemocentros brasileiros, o saldo do dia não bate a meta.
O nível dos estoques de sangue, hoje, no país está mais baixo do que no período crítico da pandemia. É que, com a reabertura, o número de doadores subiu bem menos que o de cirurgias eletivas agendadas. Muitos procedimentos foram adiados nos últimos dois anos.
Em São Paulo, por exemplo, a Função Pró-Sangue tem hoje 30% do volume necessário de bolsas para
atender os hospitais da região metropolitana.
Em Minas, só quatro dos 10 doadores regulares antes da pandemia voltaram. “Os nossos tipos
sanguíneos positivos estão com uma queda de aproximadamente 50%.
Já os negativos, estão mais baixos ainda, aproximadamente 60%”, ressalta Hellen Heloisa
Dupim, responsável pelo setor de captação do Hemominas.
No Paraná, é alto o risco de não ter sangue para uma emergência. “Lembrando que estamos entrando na parte de inverno. Então, as manifestações gripais estão maiores e, com o frio, poucas pessoas não saem das suas casas para fazer a doação. Com isso, nossos estoques estão muito baixos, muito críticos" , diz a diretora-geral do Hemepar, Liana Labres.
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